Bem, na dia posteiror ao meu aniversário de 26 anos um velho amigo, um irmão de coração e Arte veio me visitar com seu belo oitão na cintura, ele havia descoberto tudo, dessa vez TUDO que rolou entre mim e a vagabunda que ele tem como namorada e queria me matar...
Bem, eu não morri!
Mas, ele estava "pronto pra chamar a minha ex-nega pra falar que eu comi a mina dele.
Há, se ela tava lá!
Vadia mentirosa, nunca vi, deu mó faia, espírito do mal, cão de boceta e saia..."
Ele o fez!!
A criatura, como era de se esperar, virou o diabo, brigamos, nos atracamos ((E não foi num amor louco))...
Não é um período da minha vida que eu goste de lembrar, embora não consiga esquecer.
Louco, sozinho, sangrando por dentro eu me virei contra mim mesmo e tentei destruir o que me era precioso.
Afastei amigos, ignorei a família, não procurei minha filha e tentei expulsar a mulher que eu SABIA que era tudo que eu precisava.
Mas, com mil demônios, vocês não podem me culpar, eu, que sou RAONI, arrogante, forte, indestrutível, eu que vou me levantar após o Armagedon e perguntar o que mais o mundo tem pra jogar contra mim, eu, que quando morrer vou parar entre mundos e esperar Deus e o Diabo decidirem quem vai dar a melhor oferta por mim.
Eu estava destruído, entendem?
Por TUDO que havia acontecido, por todas as perdas, pela perda da vida que eu estava acostumado, espinhosa, difícil e dura, mas era há que eu vivi por quase 6 anos.
Eu, que feri um irmão, preocupei Minha Mãe, magoei uma mulher que me amava e que eu havia amado...
Eu, que não mais acordaria todos os dias com minha filha, que não levantaria pra preparar seu café da manhã, não a acordaria, não escovaríamos os dentes juntos e ela não tomaria café enquanto eu ouvia músicas, não a levaria pra escola, não esqueceria coisas e voltaria pra buscar, não a pegaria ao fim do dia, não faríamos os deveres da escola juntos, não brincaríamos, ela não assistiria desenhos enquanto eu olhava seu rosto, ela não mais correria pra ficar perto de mim, mesmo me vendo mais do que a mãe, ela não me chamaria mais pra dormir e nem me chutaria durante a noite.
Hoje eu sei...
Perder meu cotidiano com você, Filha, foi como perder os braços, VOCÊ sim, faz uma falta aleijante.
Por muito tempo, por quase um longo mês eu vaguei solitário, ou quase, em copos rasos eu tentei beber algo que afogasse minha solidão, em lâmpadas de 0001 wolts eu quis iluminar a escuridão fria, sádica, gulosa e impiedosa que tinha na minha cabeça...


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