quarta-feira, 11 de maio de 2011
Tic, tac, tic, tac...
Entre dedos cortados coisas essenciais escorrem.
Sangue espiritual de um corpo-personalidade agonizante,
Pseudolágrimas, que ainda que pseudo são lágrimas, e como suas homônimas físicas já não sabem rolar,
Sentimentos, que uma vez não físicos e também acorrentados fluem descontrolados como línguas de energia, todas suas cores originais tingidas de cinza e bordô
E sorrisos, antes uma realidade, então tornados escudo e disfarce, então metamorfoseados em pré-lágrimas ((Lágrimas já não rolam mais, só soluços, espasmos e lágrimas astrais, lembram? Falei das lágrimas astrais??))
Prendendo-o ao chão a certeza de que a loucura não virá.
O abraço doce e neutralizador, o manto protetor da insanidade é conforto dos mais fracos.
Só resta cair ((Não, cair não é opção, não por arrogância, simplesmente não é, como não se pode fugir de batalhas contra os chefões em Final fantasy VII)), morrer ((Morrer é cair, uma opção fugidia mas não considerada)), fugir ou levantar...
"Existem pregos em minhas mãos, talvez presentes do meu Pai...
Você me deu a vida e não me ensinou como viver..."
Chove, e essa chuva já não lava os cantos mais escuros d'alma, existe uma sujeira impregnada, daquelas que demorou de ser lavada ((A primorie por ser insignificante, fácil de esconder e chata de limpar)), que permaneceu e lá criou casa.
Após encarar, com o canto dos olhos, as opções ((Plural???)) eu continuo aqui...
Não podem me vencer, eu vim de Kripton!!!
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