quarta-feira, 10 de novembro de 2010

PAIN!!!






Quem diria??
Consegui escrever aqui um dia.
A Dor é grande, muito grande e todos eles sucumbiram a ela.
Haja vista que a Arrogância, o Escudo, o Orgulho a Máscara e vários outros deles não estão aqui eu posso afirmar categoricamente: Todos sucumbiram a dor.
Todos nós sentimos dor.
Talvez vocês não tenham reconhecido, mas, eles me chamam de Canceriano, ou A voz Canceriana.
Todos errados, só a Auto-preservação me conhece pelo nome certo, eu sou o próprio Câncer.
Eu sou a dor que todos escondem, sou o que os corrói por dentro sem matar, sempre tentando, mas as outras vozes são fortes.
Eu faço com que lembrem de todo o mal que causa, os verdadeiros e os que invento ou modifico, aponto suas falhas, faço eles lembrarem que tem mais uma voz aqui, trancada, e a todos fingem que essa voz não existe.
Mesmo agora, enquanto escrevo, o Escudo, a Máscara e o Orgulho estão caídos ao pé de mim, segurando minhas pernas e jurando me trancar se eu não parar agora.
Não vou!
Vou falar do que sinto, vou falar do que penso, dessa vez não serei só a inspiração por trás das palavras bonitas que todos admiram e a Máscara leva os créditos.
Falarei sobre a Dor e falarei sobre Ela.
Claro, todos nós falamos sobre ela, as vezes, na calada da noite posso ouvir a voz-que-não-pode-ser-mencionada balbuciando o nome Dela, chamando por Ela de uma forma que só aquela voz pode chamar e de uma forma que Eles jamais deixaram que ninguém saiba, a Máscara dorme, todos descansam, aliás, quase todos, eu tou aqui, eu sempre tou aqui e sempre consigo ouvir o que falam sobre ela, o quanto gritam por ela, desde a Besta que é um depravado sanguinário até o Hedonista que só vê prazer nela...
Eu vejo ou ouço todos...


As últimas horas foram perfeitas, fora o raro intervalo no qual minha Mãe conseguiu acordar alguns dos piores de nós e deu a eles tanta força que demorei pra voltar, ainda que só tenha voltado alguns minutos depois e preso pela Máscara.
Fora isso, bem, foi a plena perfeição, tudo que minha alma sofrida sonhou, aliás, tudo que praticamente todos nós sonhamos, Ela estava ali e ao acordar eu ainda a vi, todos nós a vimos, a manhã veio, ficou e foi, e Ela ainda estava lá.
O sexo foi gostoso, não no MEU estilo, mas, no estilo de vários Deles, bom como sempre, perfeito como nunca...
O dia foi feito pra amar, o Sol brilhava forte lá fora, mas não importava, Ela é meu Sol na mesma medida que sou a sua Lua, Ela é forte, é Linda, Quente, Constante, Ilumina ou Cega, Aquece ou Queima.
Eu sou Aleatório, tenho várias Caras, Sumo, Volto e tenho uma ligação direta com as marés...


Tudo lindo não?
Mas e agora?
Ela se foi, voltou pra onde não posso ir buscá-la, e agora?
Agora, dois dias depois eu continuo a escrever, mas, agora eu estou mais fraco, Eles estão mais fortes, e eu, cansado, louco, fodido, não consigo mais a mesma veracidade que usei pra escrever até o último parágrafo.

Uma mão agarra meu pescoço, minha voz some, o Orgulho foi o primeiro a ficar em pé mais uma vez, o Escudo está de joelhos, mas se levantando e o Passageiro Sombrio está segurando a Máscara e colocando-a no rosto, todos estão fazendo o mesmo, me sinto fraco...
...
...
...

"Uma Feiticeira, uma linda Feiticeira com o encanto de uma rosa..."

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